quarta-feira, dezembro 31, 2008


Boas "saídas" e melhores "entradas".. ;)
Um Excelente 2009 para todos!

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Amá-l(i)a !



A 19 de Abril de 1985 tinha eu uns 8 anitos.. já lá vão uns aninhos (n mtos.. lol) e já nessa altura a sua voz me tocava.. apesar de ainda ser uma criança e pouco perceber de desamores algo na sua voz trespassava para mim..

Amália, que segundo uns nos deixou a 6 de Outubro de 1999, na verdade continua bem presente entre nós.. e tive a oportunidade de verificar isso este fim de semana, quando fui até ao cinema, pela 1ª vez na minha vida com a minha mãe e me deparei com uma sala completamente cheia.. devo acrescentar que era provavelmente o mais novo naquela plateia.. a média de idades era bem acima da minha e pasmem-se: houve pipocas, pessoas a falar alto, pontapés nas costas da minha cadeira.. enfim, parece que não são só os jovens a não se saber comportar dentro de uma sala de espectáculo..

Bom mas não é pra criticar pela negativa que aqui "estou"! Bem pelo contrário.. Adorei! Aconselho a todos aqueles que gostam de fado a irem ver este filme.. Eu dei por mim com uma lágrima no cantinho do olho bem como senti o meu corpo arrepiar-se por diversas vezes.. e não era do ar condicionado.. ;)

Realmente o cinema português tem pernas para andar, desde que acreditem nele (quer espectadores, quer patrocinadores..) e aqui está uma prova disso! Excelente qualidade geral e interpretações muito boas.

Quanto a mim existem apenas duas coisas a melhorar: o "sotaque" do Ricardo Carriço (César Seabra, o último marido de Amália) é um pouco "hilariante".. ;) ; não gostei muito da caracterização da Amália em Nova-Iorque.. penso que poderiam ter optado por outros planos que a deixassem mais oculta.. mas esta é apenas a minha opinião e vale o que vale.. ;)

Bom apesar de toda a polémica que este filme gerou (mentalidade um pouco hum.. "pequenina" do nosso povo..) quero aqui deixar os meus parabéns ao realizador Manuel da Fonseca e a toda a sua equipa!

Até sempre Amália!

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Feliz Natal!

Feliz Natal!


E como pra semana estou de férias e como ainda não tenho net em casa ( a saga com a clix continua.. ) e como não quero deixar de vos desejar um feliz Natal e como gosto de abusar nos "e" e então cá vão então os meus votos de muita diversão, comezaina, beberagem e galhofa!

E como vocês merecem aqui deixo a minha prenda para vós, um poema do meu poeta preferido, Pessoa, aliás de um certo Pessoa que dava pelo nome de Álvaro de Campos. Espero que gostem.. Felicidades!

Eu que me Aguente Comigo
Contudo, contudo, Também houve gládios e flâmulas de cores Na Primavera do que sonhei de mim. Também a esperança Orvalhou os campos da minha visão involuntária, Também tive quem também me sorrisse. Hoje estou como se esse tivesse sido outro. Quem fui não me lembra senão como uma história apensa. Quem serei não me interessa, como o futuro do mundo. Caí pela escada abaixo subitamente, E até o som de cair era a gargalhada da queda. Cada degrau era a testemunha importuna e dura Do ridículo que fiz de mim. Pobre do que perdeu o lugar oferecido por não ter casaco limpo com que aparecesse, Mas pobre também do que, sendo rico e nobre, Perdeu o lugar do amor por não ter casaco bom dentro do desejo. Sou imparcial como a neve. Nunca preferi o pobre ao rico, Como, em mim, nunca preferi nada a nada. Vi sempre o mundo independentemente de mim. Por trás disso estavam as minhas sensações vivíssimas, Mas isso era outro mundo. Contudo a minha mágoa nunca me fez ver negro o que era cor de laranja. Acima de tudo o mundo externo! Eu que me aguente comigo e com os comigos de mim.


Álvaro de Campos, in "Poemas" Heterónimo de Fernando Pessoa

terça-feira, dezembro 16, 2008

Carpe Diem






Carpe diem quam minimum credula posteroTu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibifinem di dederint, Leuconoe, nec Babyloniostemptaris numeros. ut melius, quidquid erit, pati.seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam,quae nunc oppositis debilitat pumicibus mareTyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevispem longam reseces. dum loquimur, fugerit invidaaetas: carpe diem quam minimum credula postero.

Ok ok.. in português:

Colhe o dia, confia o mínimo no amanhã
Não perguntes, saber é proibido, o fim que os deuses darão a mim ou a ti, Leuconoe, com os adivinhos da Babilônia não brinques
É melhor apenas lidar com o que se cruza no teu caminho
Se muitos invernos Jupiter te dará ou se este é o último,que agora bate nas rochas da praia com as ondas do mar Tirreno: sê sábio, bebe o teu vinho e para o curto prazo reescala as tuas esperanças.
Mesmo enquanto falamos, o tempo ciumento está a fugir de nós.
Colhe o dia, confia o mínimo no amanhã.

"Odes" (I,, 11.8) do poeta romano Horácio (65 - 8 AC)

Esta é a minha filosofia de vida! Afinal de contas o que temos além do Presente? E mesmo esse é areia que nos escorre por entre os dedos.. por isso há que saborear cada momento com a máxima intensidade possível..

sexta-feira, dezembro 05, 2008

- Olá quem és tu?

- SôFá!

- Fá?? De Belém? Tás a brincar comigo?
Ok.. n teve mta piada pois não? Pois.. ;)
Bom, este Natal a minha prenda pra mim mesmo é precisamente um sofá!
Deparei-me perante um dilema: ir a Praga ou comprar um sofá?
Há "canos" que sonho com uma viagem a Praga contudo para um amante do cinema como eu não ter sofá é realmente uma grande lacuna.. Posto isto, resolvi dar "voz" à razão em vez de ouvir o coração.. (o que em mim é coisa rara.. estarei a ficar velho?)
Bom, depois outra questão: Que sofá comprar?
Depois de muito escolher, vários modelos, cores, preços, etc, optei por mandar fazer um à minha medida.. sim é enoooorme! hehehe Nada disso, resolvi comprar um sofá laranja.. pena que o prazo para entrega seja de quase 2 meses! Parece que estou a comprar um Ferrari.. (só que laranja..)
Por isso "filmes aconchegadinhos" (hipálage né sra professora?) só lá para Fevereiro.. ;)